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A terceira edição dos Jogos Parapan-americanos terá nível inédito no mundo

O ministro do Esporte, Orlando Silva Jr., junto ao presidente do Comitê Organizador Rio 2007 (Co-Rio), Carlos Arthur Nuzman, e ao secretário-geral do Comitê Paraolímpico Internacional (IPC), Xavier Gonzalez, anunciou nesta terça-feira, no Rio de Janeiro, dados oficiais sobre os III Jogos Parapan-americanos Rio 2007. A terceira edição dos Jogos contará com amplo apoio do governo federal para subsidiar as competições de 1.300 atletas e incentivar o movimento do paradesporto no Brasil. O Parapan acontece de 12 a 19 de agosto, e as entradas são gratuitas.



"A performance que os atletas irão desempenhar servirá como motivação para que crianças e jovens, ainda que venham a desenvolver alguma deficiência, possam praticar atividades físicas. A delegação brasileira é formada por ídolos nacionais e nós do Ministério do Esporte temos o orgulho de afirmar que quase metade desses atletas do Brasil no Parapan fazem parte do Programa Bolsa-Atleta.", afirmou o ministro Orlando Silva.



O secretário-geral do IPC fez coro e ressaltou a importância da adoção de um modelo de excelência no Parapan Rio 2007 como exemplo para as novas gerações e para os futuros eventos internacionais: "Este é um sonho que será transformado em realidade. Temos visto que o Governo brasileiro tem apoiado o movimento paraolímpico, agradeço a todas as autoridades do Brasil e ao Co-Rio por tornar possível a concretização desses ideais.", elogiou.



Os ideais citados por Xavier Gonzalez se referem ao padrão que o evento segue. Pela primeira vez no continente americano, as competições do paradesporto serão realizadas nos mesmos locais em que foi disputado o Pan. São estádios, ginásios, arenas e campos que têm nível internacional. O modelo segue o que foi adotado nas Paraolimpíadas de Atenas, na Grécia, realizadas logo após os Jogos Olímpicos, em 2004.



Andrew Parsons, presidente do Comitê Paraolímpico das Américas, explica a dimensão desta nova postura: "O atleta paraolímpico é tratado como gostaria de ser, tirando o foco da deficiência e focando na eficiência.", sintetizou, frisando que as duas edições anteriores, do México em 99 e de Mar Del Plata em 2003, tiveram êxito porém em dimensões menores: "Estes Jogos caminham para serem os melhores de todos os tempos.", finalizou.



Para a realização dos Jogos Parapan-americanos, serão utilizadas 9 instalações esportivas com as adaptações devidas para a prática de 10 modalidades. A Vila Parapan-americana, que também foi utilizada no Pan, já havia sido projetada com 112 apartamentos adaptados e receberá adesivos com sinalização em braile nos corredores centrais. Todas as estruturas de apoio da Vila continuarão em funcionamento, como a policlínica, a academia de ginástica, o centro ecumênico e o restaurante, que trará cardápios em braile. Além disso, o alojamento contará com uma oficina de reparos de órteses, próteses e cadeiras de rodas. O fornecedor oficial de alimentação também terá recursos especiais como balcão adaptado. Todas as instalações recebem projetos de acessibilidade que seguem as leis da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT).



Também estiveram presentes ao encontro o secretário-executivo do Comitê de Gestão Federal para o Rio 2007, Ricardo Leyser; o secretário especial do Município para o Rio 2007, Ruy Cezar; e o subsecretário estadual de Esporte, Fernando Sihman.



Parapan tem amplo apoio do governo federal

O apoio prestado pelo governo federal durante os Jogos Pan-americanos são reforçados no Parapan. Além das estruturas construídas para ambos os eventos, os órgãos envolvidos no Comitê de Gestão Federal mantêm-se atuantes em diversas esferas, como a segurança pública, a saúde e o patrocínio esportivo. Para a realização dos dois eventos, o Governo brasileiro participou com o repasse de R$ 1,8 bilhão, dos quais cerca de R$ 60 milhões são investidos especificamente em operações dos Jogos Parapan-americanos.



A Caixa Econômica Federal, através das Loterias Caixa, será a patrocinadora exclusiva do Parapan, investindo mais R$ 3 milhões. Além disso, a CEF já investiu, s ó em 2007, R$ 21,5 milhões no desporto paraolímpico. O Comitê Paraolímpico Brasileiro (CPB) é patrocinado pelas Loterias Caixa desde 2004, com orçamento crescente – em 2004, foi repassado R$ 1 milhão; em 2005, o valor subiu para 7 mi; em 2006, atingiu R$ 8 mi. O apoio garantiu ao Brasil o melhor resultado em uma Paraolimpíada: 14 medalhas de ouro, 12 de prata e sete de bronze.


Priscila Novaes - SEPAN

Fonte: Assessoria de Imprensa SEPAN

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